A capital da música europeia


Muitos de nós conhecem a fama de Paris como a cidade-luz, que certamente foi de imensa agitação cultural em momentos diversos. Falar de capital da música europeia, além de Paris, é falar também de Roma e Veneza. No entanto, quando falamos de Classicismo, é Viena a cidade que ocupou este lugar aproximadamente entre 1.780 e 1.830.
Claro que o fato da corte dos Habsburgos e a aristocracia financiar fortemente a arte, óperas e concertos, ajudou a fazer daquela cidade um grande centro da música europeia.
Foi a cidade onde viveram e trabalharam, só para citar alguns, Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert e Johann Strauss.
Interessante esse termo “clássico”, já que pode ter vários significados. Contudo, a ideia é de algo “de primeira classe”. E na prática, significou uma música que primou pela clareza, ordem, organização e beleza.
Em suas vidas estes compositores tiveram de suportar privações e infortúnios, mas a melancolia e dor espiritual nunca atingiu a sua criação. Tomando Mozart como exemplo, quando estava escrevendo a sua Sinfonia No. 39, passava por sérias dificuldades financeiras, até mesmo desesperadoras, porém a obra tem muita energia e animação. Já Beethoven estava ficando totalmente surdo quando escreveu a sua Sinfonia No. 2. E mesmo Schubert, quando já estava em tratamento contra a sífilis, escreveu a suave canção Der Einsame.
O fato de ser uma cidade, à época, de movimentação pujante para a música e para os seus criadores, certamente contribuiu para que estes conseguissem realizar os seus projetos e objetivos artísticos, apenas de suas dificuldades.
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