A fantástica história da sinfonia de Berlioz


A Sinfonia Fantástica de Hector Berlioz nasceu de uma obsessão avassaladora pela atriz irlandesa Harriet Smithson. Em 1827, Berlioz assistiu à peça Hamlet em Paris. Harriet Smithson interpretava Ofélia. O compositor se apaixonou instantaneamente, mesmo sem falar inglês fluente. Ele começou a enviar cartas apaixonadas, mas Harriet o rejeitou e ignorou todas as tentativas de contato.
Para dar vazão à sua frustração e desespero, Berlioz compôs a Sinfonia Fantástica em 1830. A obra funciona como uma autobiografia musical. Ela narra a história de um artista jovem e sensível que tenta o suicídio por overdose de ópio após ser rejeitado. Em vez de morrer, o músico entra em um sono profundo repleto de visões. Harriet é representada na música por uma ideia musical fixa, uma melodia recorrente que surge em todos os movimentos da sinfonia.
Dois anos após a estreia, em 1832, Harriet finalmente assistiu à execução da sinfonia e percebeu que ela era a inspiração daquela obra-prima. Eles finalmente se aproximaram e, apesar da oposição das duas famílias, casaram-se em 3 de outubro de 1833. O casamento, porém, não teve um final feliz. A barreira do idioma, dificuldades financeiras e o declínio da carreira de Harriet geraram brigas constantes. O casal acabou se separando legalmente em 1844, embora Berlioz tenha sustentado Harriet financeiramente até a morte dela em 1854.
Ficou a sinfonia, obra extraordinária, a primeira com uma descrição de cada movimento!
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