É importante ter um maestro na frente da orquestra?

Sergio Chnee

7/17/20261 min read

No dia 12 de maio de 2.012 apresentou-se a Deutsches Symphonie-Orchester Berlin no Parque do Ibirapuera. O evento fez parte de uma grandiosa abertura de temporada organizada pelo Mozarteum Brasileiro. Sob a regência de Vladimir Ashkenazy, a turnê envolveu formatos diferentes divididos entre os espaços públicos do parque e as apresentações formais no Theatro Municipal.

O evento realizado no interior do Auditório Ibirapuera foi planejado como um concerto didático gratuito totalmente voltado ao público infantil. A orquestra executou exclusivamente a célebre Suíte Op. 71a do balé "O Quebra-Nozes", de Piotr Ilitch Tchaikovsky.

No entanto, antes da execução regida por Ashkenazy, o mestre de cerimônias realizou uma introdução detalhada explicando às crianças a constituição de uma orquestra sinfônica e o papel individual dos instrumentos.

Acontece que o mestre de cerimônias fui eu, que costumava oferecer as palestras prévias aos eventos desta instituição. E, após apresentar cada um dos instrumentos da orquestra, eu perguntei ao público, formado em sua maioria por crianças e suas famílias: vocês sabem porque é importante ter um maestro na frente da orquestra?

Inicialmente eu fiz gestos em ritmos diferentes e pedi para a orquestra tentar me seguir, e é claro que a música ficou bem esquisita, descompassada com instrumentos desencontrados. E, em seguida, regi o início do balé “O Quebra-Nozes” com gestual correto, e fui seguido pela orquestra lindamente.

Claro que eu havia pedido permissão para o maestro Ashkenazi com antecedência. E o fato de ambos termos a mesma escola de regência fez com que os músicos me entendessem imediatamente, sem nenhuma explicação prévia!

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