Quando a tempestade é uma boa nova

Sergio Chnee

8/7/20261 min read

Os períodos da história da música costumam ter um lastro teórico, ou pelo menos seguir uma movimentação estética que, muitas vezes, eclode em lugares diferentes em épocas próximas.

Após o Classicismo (1.750-1.810), que decretou a perfeição das formas e a clareza absoluta na arte, a emoção eclodiu com toda a sua magnitude.

Germinou com do movimento Sturm und Drang (Tempestade e Ímpeto) na Alemanha. Foi primeiramente um movimento literário, embora muitos compositores do final dos períodos clássico e romântico (1.810-1.900) tenham refletido esse espírito em suas criações.

O movimento procurou combater a influência francesa na cultura alemã. Seus seguidores resgataram a poesia da Bíblia, de Homero e do folclore nacional, deixando de lado o preciosismo da métrica da poesia francesa. Opondo-se ao Classicismo, a essência do movimento consistiu na criação baseada no impulso irracional, característica comum às estéticas românticas.

Não por acaso a grande inspiração de Beethoven para a sua 9ª. Sinfonia veio dos versos de Schiller, que junto a Lessing e Goethe, foram os grandes baluartes do movimento.

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